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A informação por um comprimido.

por alho_politicamente_incorreto, em 28.01.16

Nicholas Negroponte, cientista norte-americano e professor do Media Lab, o laboratório de multimédia do Massachussets Institute of Technology (MIT) - que há mais de trinta anos antecipa o futuro tecnológico - prognostica agora que dentro de três décadas acederemos a informação não apenas através da audição ou do toque, mas da transferência direta de conhecimentos para o cérebro. Negroponte ressalva que «a melhor maneira de aceder ao cérebro é através da corrente sanguínea com nanorrobôs. Assim, poderemos aprender línguas simplesmente tomando um comprimido». O homem não é para desprezar. Em 1984, ousou pressagiar que, num futuro não muito longínquo, deixaríamos de trabalhar com um rato e passaríamos a usar os dedos para comandar os computadores bem como dispensaríamos livros e jornais em suporte de papel para passar a lê-los online, através de um ecrã. Anunciou também os ecrãs táteis e as teleconferências. Por isso, longe de ser um lunático, este cientista alerta-nos, com tempo, para os perigos de esses comprimidos poderem dissimular lacunas ou falhas – que contendem com o caráter e a idoneidade dos indivíduos – em nome de uma falsa aparência radicada em competência(s) que alguns só adquirirão por ingestão. Inquietante.

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David Bowie.

por alho_politicamente_incorreto, em 27.01.16

David Bowie morreu no passado dia 10 de janeiro. Publicamente, ninguém sabia que estava doente. No dia do seu aniversário, tinha acabado de lançar um novo álbum que parecia (mais) uma reinvenção. Ao fim de 18 meses de luta contra o cancro, desapareceu uma lenda que inquietou, desassossegou e surpreendeu quem teve a sorte de acompanhar a sua carreira. O mestre de metamorfose deixa um legado marcado pela ousadia, diversidade e até pelo enigma. Como alguém muito bem lembrou, «Os músicos nunca morrem. Juntam-se aos anjos quando se esgota a música dentro deles.»

 

Nestas alturas, somos tomados pela incontornável fragilidade da vida, que nos tumultua com reflexões que há muito nos habitam. «Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais p'ra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar.» - Cora Coralina

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Soltas de Albergaria...

por alho_politicamente_incorreto, em 26.01.16

O segundo domingo de 2016 trouxe as cheias. A Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) avisou e as piores previsões confirmaram-se. Por Albergaria, as zonas ribeirinhas viveram momentos difíceis. Angeja e Frossos enfrentaram tormentas acrescidas. A subida do nível das águas inundou casas e deixou mesmo alguns moradores isolados. Ainda assim, o balanço poderia ser pior não fosse a conjugação de esforços entre as autoridades e as populações.

Terminou, a 8 de janeiro, a fase de votação do Orçamento Participativo promovido pela edilidade. Estiveram a sufrágio 38 projetos propostos pelos munícipes. Logo que confirmados os vencedores – e de acordo com o regulamento - a Câmara Municipal terá 24 meses para executar as propostas, que não podem ultrapassar os 40 mil euros por freguesia. Aplaudo, sem rebuço, esta opção que, estou certo, trará maior transparência ao processo orçamental. Cumulativamente, abre-se a possibilidade de assim os cidadãos se tornarem mais conscientes e passarem a exigir maior eficácia à gestão autárquica. De igual modo, espero que possa significar o incremento da modernização administrativa do município. Por fim, creio que, ao convocar os cidadãos a participar na discussão do orçamento, os projetos que a edilidade passe, no futuro, a priorizar possam ser direcionados para os setores mais carentes por refletirem um melhor conhecimento das necessidades coletivas, evidências que só confirmarão o caráter potencialmente redistributivo do orçamento participativo.

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha apoiará 47 famílias com um subsídio ao arrendamento. No âmbito do Programa de Apoio ao Arrendamento Urbano, criado pelo atual executivo, a autarquia suportará, por um período de dois anos, metade do valor das rendas que impende sobre aqueles agregados familiares. Ao todo, serão aplicados, em 2016, 54 420.00 euros com estes apoios. Uma medida positiva que – se conjugada com outras políticas de estímulo ao emprego – poderá ter um impacto assaz relevante.

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Marcelo Presidente.

por alho_politicamente_incorreto, em 25.01.16

A campanha eleitoral para a eleição do novo Presidente da República, antecedida por um penoso período de debates televisivos, não correspondeu às melhores expectativas. No essencial, deparámo-nos com uma dezena de candidatos que, de novo, nos alertou para o empobrecimento da vida política nacional. O descrédito a que se votaram os nossos políticos teria – como se vê – consequências. Os cidadãos afastam-se, desinteressam-se e já não aceitam ser submetidos a tão previsível sorte de truques e habilidades.

A campanha manteve-se excessivamente personalizada e, por isso, avessa a grandes esclarecimentos. Complementarmente, nota para uma certa alergia revelada para com aqueles que não vêm dos partidos ou da vida política profissional. Também aqui o discurso dos que defendem o imperativo da renovação do sistema vigente é desmascarado. Aliás, tão redutora perspetiva das funções presidenciais parece ignorar ou desconsiderar o princípio constitucional que determina que «o Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas». Conclui-se, sem grande dificuldade, que o Presidente não é o representante da classe política, mas o representante de todos os cidadãos.

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O novo ano...

por alho_politicamente_incorreto, em 14.01.16

Infelizmente, o ano de 2016, que agora esboça os primeiros movimentos qual bebé recém-nascido, ameaça cristalizar velhas e torpes lógicas. Vem-me à memória, com cínico oportunismo, a inquieta contundência de Fernando Pessoa (In Livro do Desassossego) quando asseverou: «Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.»

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O último bolo-rei em Belém.

por alho_politicamente_incorreto, em 13.01.16

Poderia ser este o título do derradeiro capítulo da história de Aníbal Cavaco Silva na Presidência da República. Também aqui o fim de um ciclo, porventura até mais fiável. Contudo, manda o respeito pelos factos lembrar que estamos perante uma personalidade que foi (por esta ordem) Ministro das Finanças, Primeiro-Ministro e Presidente da República. De 3 de janeiro de 1980 até 9 de março de 2016 (último dia do segundo mandato e data da posse do novo Presidente eleito, art.º 127.º da Constituição), Cavaco Silva alcançou a invejável marca de 7668 dias em funções de poder. Na minha tosca mas mui sofrida opinião, foi tempo de mais.

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Soltas...

por alho_politicamente_incorreto, em 12.01.16

Ainda sobre a ‘solução’ encontrada para o Banif, socorro-me da ilustração de Daniel Oliveira, no jornal Expresso: «O Estado é como o pai de um jogador que, perante os azares do filho, continua a pagar-lhe as dívidas, garantindo que, por mais asneiras que o filho faça, todos podem estar descansados. Continuará a ser recebido em todos os casinos para gastar o dinheiro do pai.»

 

Paulo Portas deixou a liderança do PP. O tempo e a história atestam que estes abandonos estarão longe de ser irrevogáveis, pecando até por manifesta precipitação. O certo é que, de novo, Paulo Portas deixa o partido quando ambos perdem o poder, esse cimento afrodisíaco. Por isso, lembremos o que disse o líder centrista em 2005 (!): «Pedi sempre a Deus que me fizesse ver o tempo em que deveria sair. O tempo em que um ciclo termina. E que não ficasse nem mais um segundo para além desse tempo. Eu acho que terminou o ciclo político em que eu presidi ao CDS ao longo de sete anos.»

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Promovida na Escola Secundária de Albergaria.

por alho_politicamente_incorreto, em 11.01.16

Destaque para a ação de sensibilização promovida pela Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Albergaria, na Escola Secundária local, em parceria com o Núcleo Escola Segura, sobre “Bullying, Segurança na Internet e Comportamentos de Risco”. Uma iniciativa que, pelo seu impacto e relevância, enobrece quem a organizou.

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O esvaziamento da Praça Alameda 5 de Outubro, a pretexto do qual lancei todo o tipo de alertas, constituiu-se num dos legados mais negativos que marcaram o ano de 2015. Inesperadamente, uma das nossas principais salas de visita parece ter sido abandonada à sua sorte, sem qualquer programação que potencie a dimensão simbólica e que aproveite a sua posição central. Até o coreto ali edificado, a par de uns sanitários públicos sempre fechados, aparenta estar votado ao declínio. Não foi (nem é!) preciso muito para concluir que a obra de Regeneração Urbana da Alameda 5 de Outubro, inicialmente estimada em 1 785 839,54 euros, saldou-se por uma pesada inanidade. Ao cidadão minimamente esclarecido e informado, o que ali está mais não faz do que refletir – e perpetuar - as diferenças insanáveis entre as prioridades de quem adjudicou inicialmente a empreitada e as opções defendidas por quem mais tarde herdou a obra. E, no entretanto, uns e outros vão ficando cada vez pior na fotografia…

 

Foi inaugurado o Centro Cultural de S. João de Loure, um projeto do competente arquiteto Eduardo Costa Ferreira, cuja execução rondou os 1,3 milhões de euros. Mais um importante equipamento municipal que deverá captar novos públicos através de uma ação que, espera-se, dinamize e enriqueça a cultura concelhia.

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Mercado Municipal de Albergaria.

por alho_politicamente_incorreto, em 09.01.16

A edilidade anunciou que avançará com a requalificação do Mercado Municipal. Para o efeito, divulgou até que já aprovou o estudo prévio elaborado pelo arquiteto Luís Tavares Pereira com o propósito de criar «uma nova centralidade». Mais do que cumprir uma promessa eleitoral, o investimento agora confirmado resulta da premência de reabilitar tão determinante infraestrutura comercial conformando-a com as exigências contemporâneas. De modo a acertar cirurgicamente com as eleições autárquicas de 2017, a obra deverá arrancar ainda em 2016. Ficam, no entanto, por disponibilizar algumas informações relevantes para o cabal esclarecimento público. Em concreto, importará saber: a forma de financiamento, o prazo de execução e – o mais importante – o custo total do empreendimento.

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